Quando for verificada a perda da qualidade de segurado do instituidor, na data do óbito, deverá ser oportunizada, através de emissão de exigência, a apresentação de documentos que comprovem uma possível incapacidade que daria direito ao benefício de auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença).
Em revogação à Portaria Conjunta nº 05, de 09/04/2020, a Portaria Conjunta DIRBEN/PFE/INSS nº 60, de 07/03/2022, comunicou a adequação dos sistemas da Autarquia Previdenciária para aplicação da decisão judicial proferida na Ação Civil Pública nº 5012756-22.2015.4.04.7100/RS, referente à análise da incapacidade do instituidor sem qualidade de segurado no fato gerador da pensão por morte.
A Ação Civil Pública (ACP) nº 5012756-22.2015.4.04.7100/RS determinou ao INSS que, para concessão do benefício de pensão por morte, deixe de reconhecer a perda da qualidade de segurado, quando devidamente comprovada a incapacidade do instituidor na data do óbito ou no período de graça e desde que presentes os demais requisitos legais.
A determinação judicial produz efeitos para os benefícios de pensão por morte com Data de Entrada do Requerimento (DER) a partir de 05/03/2015, incluindo os requerimentos que estejam aguardando análise, os pedidos de revisão e de recurso e alcança todo o território nacional (art. 2º da Portaria).
Assim, quando for verificada a perda da qualidade de segurado do instituidor, na data do óbito, deverá ser oportunizada, através de emissão de exigência, a apresentação de documentos que comprovem uma possível incapacidade que daria direito ao benefício de auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença).
Após cumprida a exigência, a documentação deverá ser encaminhada para análise da perícia médica federal e, para tanto, os demais requisitos para direito ao auxílio por incapacidade temporária também deverão ser observados, quais sejam: incapacidade superior a 15 dias, qualidade de segurado, bem como carência ou sua isenção, a depender do caso concreto (art. 71 e seguintes do Decreto nº 3.048/99).
Caso o parecer seja favorável à incapacidade, o período referente ao auxílio por incapacidade do instituidor deverá ser incluído no sistema Prisma para que seja analisada a possibilidade de reconhecimento da manutenção da qualidade de segurado para concessão da pensão por morte (art. 11 da Portaria).
Por outro lado, caso o requerente não apresente a documentação médica do instituidor ou declare não possuir tal documentação, o requerimento de pensão por morte deverá ser analisado nos moldes da legislação vigente.
Destaca-se que, em consonância com o disposto no art. 180, §2º do Decreto nº 3.048/99 e no art. 377 da IN 77/2015, os dependentes continuam tendo direito à pensão por morte quando o instituidor, mesmo tendo perdido a qualidade de segurado, já possuía direito à aposentadoria antes do falecimento ou quando for reconhecido o direito à aposentadoria por incapacidade permanente dentro do período de graça. Portanto, a novidade da Portaria Conjunta nº 60 diz respeito à análise administrativa tardia de benefício de auxílio por incapacidade temporária através de documentos médicos, mesmo sem requerimento à época pelo instituidor.
A Portaria Conjunta DIRBEN/PFE/INSS nº 60, de 07/03/2022, entrou em vigor na data de sua publicação (08/03/2022) e foi disponibilizada para consulta no link a seguir: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-conjunta-dirben/pfe/inss-n-60-de-7-de-marco-de-2022-384513782
Neste artigo serão traçados os principais aspectos jurídicos dos segurados obrigatórios definidos como empregados domésticos.
Os empregados domésticos estão previstos como segurados obrigatórios do regime geral de previdência social, sendo espécies de trabalhadores que laboram em ambiente familiar, residencial, prestando serviço para pessoa ou família.
O INSS iniciou neste mês de agosto o programa de revisão de benefício por incapacidade e os segurados já estão sendo notificados para o agendamento da perícia médica revisional.
Leia maisA reafirmação da DER (data de entrada do requerimento administrativo) é um instituto típico do direito processual civil previdenciário que ocorre quando se reconhece o direito a benefício por fato superveniente ao requerimento administrativo, fixando-se a sua data de início (DIB) para o momento do adimplemento dos requisitos legais.
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